Como a incontinência urinária afetou a minha menopausa

Entrei na menopausa aos 47  anos. Foi um inferno: calores de tal ordem, que me faziam abrir a porta do frigorífico para me refrescar, a menstruação a desaparecer, a gordura a acumular-se na zona do abdómen. Não é um período fácil para a mulher. É um tempo de grande mudança, mas, lá me adaptei. Que remédio!

 

Tinha a minha vida bem programada: aulas no ginásio, um curso de cerâmica, muitas caminhadas na natureza. Sempre me disseram que tenho bicho formigueiro! Sou uma pessoa extremamente ativa e a minha vida profissional sempre me permitiu ter muito tempo para mim.

 

Achei que os sintomas da menopausa não podiam piorar. Mas enganei-me: comecei a ter perdas de urina. Sim, perdas involuntárias de urina. Não queria acreditar! Comecei a ser invadida por vontades urgentes de ir à casa de banho, vontades súbitas que não escolhiam sítio ou hora.

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Só ia para algum lado, se soubesse que havia uma casa de banho por perto

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Margarida | 47 anos

Era extremamente desconfortável e influenciava o meu dia-a-dia. Eu, uma mulher com tanta genica, começava a ponderar se saia de casa ou não. Só ia para algum lado, se soubesse que havia uma casa de banho por perto. “Quem me viu e quem me vê”, pensava.

 

Até que um dia os meus três filhos fizeram uma espécie de intervenção. Estranharam a minha nova rotina (ou ausência dela) e espertos como são viram que se passava alguma coisa. Depois de muitos meses a esconder o fenómeno estranho que se apoderara de mim, deitei a toalha ao chão e contei-lhes: estava com incontinência urinária.

 

Foi a melhor coisa que fiz. Fomos juntos à procura de soluções. Faço exercícios de Kegel diariamente, tomo suplementos naturais. Gradualmente, a minha vida voltou ao que era. Hoje, sou mais velha, mas sou mais ativa e feliz. Já passou.

  

Como a incontinência urinária afetou o meu pós-parto

Marta | 42 anos

As perdas de urina começaram a acontecer ainda durante a gravidez. Atacavam quando espirrava, quando tossia, quando me ria e até nas idas ao ginásio — muito importantes para combater o enorme número de quilos que ganhei.

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Como a incontinência urinária afetou o meu sono

Amália | 34 anos

A incontinência urinária, na forma de enurese noturna (vontade de urinar à noite), entrou na minha vida aos 34 anos. Mexeu drasticamente com a minha qualidade de vida, principalmente no que toca ao sono. Não dormia e não deixava os outros dormirem.

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Como a incontinência urinária me levou à depressão

Beatriz | 38 anos

Recuperei desta intervenção médica, mas o meu corpo não estava igual. A minha bexiga não respondia da mesma maneira e, além de ter perdas de urina sempre que fazia esforços, tinha, de repente, uma grande vontade de ir à casa de banho. Várias vezes ao dia.

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